segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Contra a concentração da frota SATA AIR AÇORES em Ponta Delgada, ou mais um serviço de cidadania deste "olimpo"

Nos termos do artigo 52º da Constituição da República Portuguesa, da Lei n.º 43/90, de 10 de Agosto (exercício do direito de petição), alterada pelas Leis nºs 6/93, de 1 de Março, 15/2003, de 4 de Junho, e 45/2007, de 24 de Agosto e do artigo 189º do Regimento da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, os peticionários abaixo identificados vêm expôr e requerer o seguinte:

1. Como consequência do actual processo de renovação da frota da SATA Air Açores, já em curso – substituição dos aviões ATP e Dornier por DASH 8-400 e DASH 8-200, respectivamente – a SATA Air Açores confirmou a sua decisão de concentrar a totalidade da sua frota na Ilha de São Miguel, de acordo com a notícia publicada a 18 de Fevereiro de 2009 no jornal “A União”.

2. Esta decisão põe em causa a eficácia do serviço público necessariamente prestado pela SATA e o conceito de Região que deve orientar as políticas nos Açores.

3. Um conjunto de factores fundamentam e esclarecem o que é afirmado no ponto anterior, a saber:

• condições meteorológicas das nossas Ilhas;

• possibilidade de catástrofes naturais;

• questões operacionais.

4. Cada um destes factores confere um alcance nefasto à decisão da Empresa Pública de Transportes Aéreos na Região:

a) As condições meteorológicas nas nossas ilhas podem ser muito complicadas e o agravamento do estado do tempo, como já aconteceu por diversas vezes, poderá inviabilizar todo e qualquer voo de/para o aeroporto de Ponta Delgada, devido a nevoeiros ou ventos fortes do quadrante Norte. Isso mesmo, por exemplo, aconteceu no dia 12 de Março ou no dia 3 de Julho. Efectivamente, por razões climatéricas (nevoeiro na pista), o Aeroporto de Ponta Delgada ficou encerrado a partir do final da manhã do dia 12 de Março e durante a manhã no dia 3 de Julho (tendo neste caso “aprisionado” toda a frota da SATA baseada neste aeroporto), ficando, em ambos os casos, comprometidas as operações com as restantes ilhas do arquipélago, bem como os voos de ligação para o exterior. Tendo apenas operado dentro da normalidade o Dornier, por ter base num aeroporto alternativo ao de Ponta Delgada (neste caso o das Lajes, na Ilha Terceira), que por sua vez não estava a ser afectado pelas condições climatéricas que apenas atingiram a Ilha de São Miguel.

b) A probabilidade de catástrofes naturais, embora, felizmente, pouco frequentes, não poderá ficar excluída de qualquer decisão desta natureza pelas características peculiares das nossas ilhas. Os transtornos causados, por exemplo, por um abalo sísmico nocturno que racha a pista – de salientar que o aeroporto de São Miguel tem apenas uma pista – que inviabilize toda a operação aérea, podem ser reduzidos, quer através de um serviço mínimo, ou mesmo de emergência, com uma aeronave estacionada num aeroporto alternativo: Uma segunda base de operação.

c) Do ponto de vista técnico/operacional, a questão coloca-se ao nível de melhores e mais ligações que se podem efectuar nos Grupos Central e Ocidental. Pela SATA foi anunciado que, para além da melhoria de qualidade no serviço para a Ilha do Corvo, o Q200 apresenta uma inegável mais-valia para a operação em ilhas como Graciosa, Flores e São Jorge, o que permitirá, inclusive, adicionar frequências para estas ilhas”. (in “Memorando renovação da frota da SATA Air Açores”) De acordo com esta afirmação, não fará qualquer sentido colocar esta aeronave na extremidade oposta do arquipélago.

Para além disso, os voos de recolocação das aeronaves e os voos para mudança de tripulações a meio do dia (para São Miguel) são voos com uma ocupação baixa - que apenas servem para “queimar” o Período de Serviço de Voo das tripulações e para gastos desnecessários - que deviam ser substituídos por mais e melhores ligações – em termos de horários - entre o Grupo Central e Ocidental, a partir de um aeroporto central à geografia do Arquipélago dos Açores.

Pelo exposto, não subsistem dúvidas quanto à falta de coerência e de razoabilidade da decisão da SATA, tornando-se premente a necessidade de reequacionar a situação. Pois, os habitantes destas ilhas apenas pretendem um serviço público eficaz e que dê resposta à nossa condição de região em território descontínuo.

É da responsabilidade de todos exigir ao Governo Regional que actue junto da Administração da SATA (Empresa Pública de transporte aéreo) no sentido de manter, pelo menos, um dos seus aviões estacionado permanentemente num dos aeroportos do Grupo Central.

Pelas razões expostas requeremos que sejam tomadas as diligências adequadas ao estacionamento permanente de, pelo menos, uma aeronave e respectivas tripulações no aeroporto do Grupo Central que reúna melhores condições para se assumir como base alternativa à base de Ponta Delgada, possibilitando mais e melhores ligações – em termos de frequência e horários – dentro do Grupo Central e para o Grupo Ocidental, evitando paralelamente os problemas supramencionados resultantes da centralização das frotas.

Desta forma, requeremos que nos termos dos artigos 191º e 192º do Regimento da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, a presente petição seja para os devidos efeitos apreciada pela Comissão competente em razão da matéria e pelo Plenário da Assembleia.

Para assinar aqui: http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=SATA2009

domingo, 1 de Novembro de 2009

Assim de repente conheci o abandono da voz grave, profunda, de alma, de um companheiro

"António Sérgio nunca esteve bem em qualquer estação de rádio.

Mesmo quando a rádio era rádio.
Porque António Sérgio é uma estação de rádio andante e uma estação não cabe noutra estação.
Para mais, é uma estação hostil às outras, contra as quais exerce uma guerrilha permanente. Mais do que meramente ingovernável - ou até uma oposição paciente - António Sérgio e a indissociável Ana Cristina Ferrão são um governo em exílio permanente.
E com uma imperdoável agravante: é assim que gostam.
E é nisso que insistem teimosamente.

É lindo.
Os espanhóis da Prisa fizeram bem em despedi-lo.
Estando livres de gratidão, memória ou preocupações da representação da boa música em Portugal, tiveram a coragem que faltou aos antecessores portugueses, ainda demasiado constrangidos pelo reconhecimento e pelo medo da superioridade musical de António Sérgio.
É importante frisar que não é de agora a tanga do mercado nem o fado do fim da rádio.
António Sérgio só durou até 2007 porque se recusou a ir embora.
Desde os anos 70 que agentes sorrateiros se agacham atrás dele, tentando puxar-lhe a cadeira, a ver se cai.
Mas o homem sempre esteve ocupado de mais para reparar.
Fincou os pés, sacou dos discos e fez o que sempre fez: o que lhe estava na real gana.
De resto o desprezo pode ser a mais bela das distracções.
Ajudou também o facto de António Sérgio ser o melhor divulgador de música popular do nosso tempo - John Peel era magnífico mas tinha lapsos de gosto.

Muito se perdoa a quem escolhe música boa tão bem, durante tanto tempo, com tanta arte e tanta inteligência.
A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.

Claro que é preciso gostar de boa música - e de querer descobrir boa música nova - para perceber a grandeza e a utilidade brutal de António Sérgio.
A nostalgia é um argumento inimigo.
Hoje há muito mais música boa e muito mais música nova do que nos anos 80 ou 60.
Mas continua a ser 0,1% de toda a música que se faz.
Essa proporção continua a mesma.
O que mudou é a atitude geral da população.
Dantes, a ignorância inibia e produzia falsos respeitos por quem se suspeitava "ter conhecimentos".
Havia seguidismos acéfalos e dependências paralisantes, tudo exacerbado pelas dificuldades e desigualdades de acesso à música.
Havia mestres: era inevitável. ("Mestres" no mau sentido, de professorzinhos de província.)
Na rádio as directrizes dos mestres eram obviamente inseparáveis do acesso à música para que nos dirigiam.
Não era bom - até porque os mestres eram mais do que muitos e geralmente pomposos e autoritários, para não falar nos vendidos.
Mas é inegável que, entre os pouquíssimos capazes de descobrir e defender música boa, o maior era e é António Sérgio.
Por definição é um anti-mestre, desinteressado do tráfego de influências e da concordância dos seguidores.
Digo mal desse tempo - que era também o meu - para poder absolvê-lo do maior defeito dos tempos de hoje, apesar de serem musicalmente mais vastos e empolgantes: o relativismo ignorante.
É ele que acaba por explicar a atmosfera que leva à lata de despedir António Sérgio.
Segundo o relativismo ignorante, ninguém pode dizer se uma música é boa ou não.

É tudo uma questão de gosto.
Depende das circunstâncias.

Depende da idade.

Às vezes sabe bem uma coisa que, noutra altura, sabe mal.

Cada um é como é e aquilo que agrada a um ... perdoem-me se me fico por aqui no blá blá blá.
Tem ou não tem graça como esta atitude coincide exactamente com a conveniência comercialista do cliente ter sempre razão; que os números não mentem; que os ouvintes é que sabem; que os anunciantes é que pagam e quem somos nós para dizer que não está bem assim?
O pior é que esta humildade é uma subserviência e este deixar decidir, este respeito pelos gostos dos outros, é uma gulosa cobardia.
Que vai acabar mal - porque quanto mais a rádio se recusa a ser minoritária mais as minorias vão fugir dela.

O problema da massificação é que as massas não existem para depois virem agradecer o que se fez por elas.
A apologia do tudo-vale confunde-se sempre com a santificação da ignorância e daí até dizer que António Sérgio sabe escolher música tão bem como eu vai um passinho. A verdade é que sabe muito mais. Escolhe muito melhor. Arrisca mais e engana-se menos. É simples: António Sérgio sabe mais de música popular - no sentido de saber escolhê-la, que é o único que interessa - do que qualquer outra pessoa.
É por haver tanta música hoje - e tanto acesso - que a sabedoria selectiva de António Sérgio é mais valiosa e necessária do que nos tempos ditos áureos em que, verdade se diga, não era assim tão difícil separar o trigo do joio.

A música de António Sérgio é como a boa música: não se deixa interromper.

É ele que não deixa.
O homem sabe o que vale e o que tem de fazer.
É escusado atravessarem-se no caminho dele.
O que menos interessa é a estação de rádio.

A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.

Se calhar foi isso que custou à Rádio Comercial engolir.
Não soube suportar o desprezo, talvez por saber que o merecia. Às vezes, quando existe uma pontinha de vergonha, é desagradável ter, mesmo ali ao lado, um exemplo tão claro de dignidade. De estatura.
Desmotiva muito.
Faz lembrar coisas que conviria esquecer, que atrapalham a marcha para a capitulação final.
Vai ter sorte a estação de rádio onde voltará a tocar a música de António Sérgio.
Mas que fique desde já avisada que escusa de tentar desviar a caminhada do bicho.
Em vão agitará no corredor papéis com números de audiências ou os amoques de focus groups.
É escusado implorar-lhe que oiça "sem preconceitos" os CD de merda que vos interessa impingir. Não vale a pena atirar-lhe com a história dos tempos terem mudado.
Os tempos sim; a rádio outrossim; mas a urgência de descobrir e defender a música boa é a mesma de sempre.
Ou maior ainda, dada a massificação da própria desistência de escolher e divulgar a música que vale a pena.
E não há ninguém que saiba fazer isso melhor do que António Sérgio.

Que não faz outra coisa desde que faz rádio.
Que não fará outra, mesmo que tentem impedi-lo.
Para nosso bem - e, sobretudo, para bem de quem ainda não se sabe quem.
Ou então não - nem isso é preciso.

A música de António Sérgio é a melhor e está tudo dito.
Haja pressa em poder ouvi-la e saber dela outra vez.

Miguel Esteves Cardoso in Público 17.set.2007

P.S: indefectível Português, Cidadão Português e Benfiquista dos muitos costados Lusitanos, António ensinou-me através dos eternos e sempre ternos "sons do éter" a ouvir música, a ouvir sublinhadamente com frontalidade e percepção quase juvenil e sempre acertada .

Não é homenagem é mesmo a verdade e o reconhecimento... e já saudade de ti, de si, António:
"isto é bom, pá! Escuta-o, ouve-o, com a tua alma, só isso. E é simples pá... o resto são os amigos... e talvez aquele momento único, do último copo que se esvazia nos últimos acordes daquela faixa que te é querida e sabes, de certeza, que podes ir embora com um sorriso interior"
Até já , António

quinta-feira, 1 de Outubro de 2009

A idade gera sabedoria, é um facto!!!

Como hoje se comemora o Dia Internacional do Idoso, aqui fica um post dedicado àqueles que da cadeira da sabedoria, nos oferecem as mais rudimentares e correctas respostas, sábia q.b:

Duas miúdas, boas mas mesmo boas, resolvem brincar com um ancião, provecto nos seus 80 e alguns anos, sossegado no seu banco de jardim a dar milho aos pombos.
Aproximam-se e dizem-lhe:

"Ò velhinho, diz-nos uma coisa. O que é que fazias com duas miúdas boas, mas mesmo boas, como nós?"

Responde o geriátrico, acomodando a bengala, junto ao queixo, numa pose lúcida e trocista:
"Com vocês duas, não fazia nada. Mas com mais quatro ou cinco miúdas boas, mas mesmo boas, abria uma casa de alterne!!!"

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

companheiro e ainda para as curvas...essa é que é essa!!!

A equipa de "maquilhagem"... fabulosos em tudo o que mexem

As "almofadas" comemorativas de pau "criptomérico"... reaproveitado, claro!

As Esquadras de Vôo por onde cumpriu e ainda cumpre a sua missão...

...agora a cauda na prespectiva tipo 1969-2009, ou seja 40 bons anos...

...as horas de operação deste quadrigenário...

...a vista geral... aniversariante 19504 pronto para mais uma missão, sempre!

Church of the abandoned Castle of Mesen, in Lede, Belgium

A visit to the chapel - the house of God -, inside the castle, where a long corridor leads to the entrance. The church itself is almost empty.
There are no decorations, no organ, and almost no roof...just a few chairs and a thick layer of pigeon shit. The stained glass windows still remain intact. The chapel retains its religious atmosphere, despite its emptiness.
Sit down and close your eyes.

Listen for the sermon by the priest, and the voices of believers, singing through the ages.
Feel the presence of a higher authority.
You believe you've been imagining things, until you open your eyes and witness it for yourself, just a few meters from where you sit...

sem espinhas...


quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

os inenarráveis momentos de abandono II

...o que afinal contará o tempo, quando acordas sem o ressoar dos hélices que te abandonaram, voando para outros lugares de sangue e pólvora... no semi-círculo de bolor poierento as aranhas projectam a sua rede inviolável...
...passos ressoam no betão projectado e corroído... absoluta a luz cai das nuvens e vem descobrir as sombras do movimento que ausente se prolonga na ferrugem imóvel... ao nevoeiro, teu terno e eterno visitante, permites essa entrada violável, quase sensual, de volteios libertinos de madrugadas de estio...

A Esquadra 752 “Pumas”, sedeada na Base Aérea Nº4, Ilha Terceira, Açores, assinala hoje, dia 24 de Setembro o primeiro aniversário da sua reactivação celebrando também os 40 anos e as 70 000 horas de voo do helicóptero SA330 PUMA ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

(fotografia de Paulo Santos in www.airliners.net)

A operar desde 1969 o SA330 PUMA contabiliza na sua História cerca de 4280 vidas salvas, 2482 das quais, no arquipélago dos Açores, fazendo há já 40 anos jus ao lema das Esquadras 751 e 752, “Para que outros vivam.

segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

A camaradagem é valor inadiável e imutável entre camaradas de armas

Caro/as Camaradas de Armas e Amigo/as:

O Sargento da Força Aérea Portuguesa António Lima Coelho, Presidente da Direcção da Associação Nacional de Sargentos, é neste momento o único militar demorado na sua promoção por motivo de actividades associativas.

A forma empenhada, rigorosa e elevada como tem desempenhado as suas funções de dirigente associativo, sem nunca deixar minimamente para trás o desempenho cabal da sua Missão, tem-lhe causado danos graves na sua carreira e na sua vida pessoal, convertidos em repreensões, detenção e mesmo prisão, sem que, em momento algum, este camarada tenha hesitado ou vacilado no compromisso que tomou perante os Sargentos de Portugal e a Família Militar.

A solidariedade entre militares, dever instituído no antigo RDM, é um valor superior.Não será uma alteração legislativa que a fará desaparecer.

Assim, e numa modesta tentativa de reconhecimento e apreço, um grupo de Sargentos das Forças Armadas Portuguesas organiza, dia 8 de Outubro de 2009, um jantar de solidariedade a este camarada e amigo, ao qual serão bem vindos todos os cidadãos, militares ou não, que se identifiquem com os valores de legalidade democrática e sentido de dever que o António Lima Coelho sempre defendeu.

Para se inscrever basta utilizar um dos contactos constantes no cartaz exposto aqui , ou visível em http://www.ans.pt/.

Por motivos logísticos será útil que as inscrições sejam levadas a cabo até dia 5 de Outubro.
Desde já obrigado pela vossa atenção e participação.

O começo de uma nova etapa...

Estudos Europeus aí vou eu...
E não, não é a Universidade onde o Sócratas tirou a sua licenciatura...

(fica o "post" para relembrar mais tarde o início, para comemorar melhor o final.)

quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Desde os 10 a ouvi-los...

Uma eterna parte de mim, simplesmente isso.

Desde os concertos no meio de nevoeiro, de chuva, de calor tórrido em que do tecto pingava água, do saudoso "Rock Rendez Vous", do Dramático de Cascais, que marcados por sentimentos díspares como revolta, amizade, amor, saudade, luta...
A eterna miscelânea entre o culto por palavras, atitude e som.
Nunca foram uma moda, sendo eles próprios a individualidade de cada um e a empatia que demonstram com os seguidores, porque assim devem os momentos entre a consagração de uma melodia e as palavras verdadeiras escritas ali numa qualquer faixa.
De todos os concertos ao vivo (e são já muitos, acreditem...) guardo um em especial: ao lado do Estádio do Restelo onde comemoram eles dia 26 (até que é uma boa prenda...) os seus 30 anos, em 1988 assisti numa só noite ao limiar de um momento único, que posteriormente foi editado como duplo álbum... religiosamente preservado, claro!.
Foram únicos esses dois dias... e isto tudo para dizer que estes tipos merecem não o Restelo mas a Catedral da Luz, essa é que era imperdível. (Para comendadores mereciam melhor que um estádio onde se leva 4, portanto era melhor irem á Luz que lá é a dobrar...)
Enfim saudações para eles porque até de nome tiveram "Beijinhos e Parabéns"!!!
Merecem / Merecem-nos /Merecemo-los... para sempre!
Como disse um dia um amigo meu de Houston, no meio de uma patuscada regada a Super Bock e Jack Daniels:
"Fuck!!! Great band, great sound"

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Como é que eu não me lembrei disto? Assim não vou lá,não...

"O futebol deixou de ser geométrico, o futebol é dinâmica (...) e o losango deixou de ter o hibridismo do losango (...)"

Rui Santos in "Tempo Extra" SIC NOTÍCIAS (começo a ter saudades do Gabriel Alves...)

sábado, 12 de Setembro de 2009

Sabem o que apetece dizer e quase não posso?


















Lido algures (a sério que não anotei, as minhas desculpas pela bagunça):
"Escolher entre José Sócrates e Manuela Ferreira Leite é escolher entre a peste e a cólera."

Cada vez mais me lembro do que o Capitão Salgueiro Maia disse em tempos idos:

"Há dois tipos de Estado: o Estado em que vivemos e o estado a que chegamos"

Haja paciência, Senhor para os aturar...

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Carta Aberta aos Portugueses, 11 de Setembro de 2009

Problemas Agravados
Desafios para uma nova legislatura

1. Na oportunidade do "Juízo Final" da legislatura, importa assinalar que se acentua o risco de ruptura e quebra de coesão entre os militares das Forças Armadas devido às medidas que o Governo vem aprovando, sem obter o consenso dos que delas são alvo, urgindo, por isso, alertar a opinião pública para a necessidade imperiosa de uma mudança.

2. Contrariando compromissos eleitorais e políticos, assumidos claramente pelo "bloco central"que nos tem governado, a reorganização das Forças Armadas, acordada pelos seus representantes no silêncio dos gabinetes, fracasssou desde logo, por não conseguir a economia de meios indespensáveis ao investimento àquelas necessário e à dignificação da condição militar.

3. O falso consenso, os silêncios, as omissões e as cumplicidades/conveniências da mágovernação das últimas décadas na área da Defesa Nacional, agravados pelo injustificado secretismo do Governo e da respectiva Comissão na Assembleia da República, só têm servido para agravar o desconhecimento públicodas matérias que nada têm de reservado, o que, contribuindo decisivamente para a separação dos portugueses das suas Forças Armadas, tem como consequência, para além disso, ocultar do debate pilíticoa degradação da condição militar.

4. Usando a degradação das condições de Aposentação e Assistência na Doença dos Militares para servir de vanguarda na redução geral de direitos que impôs de seguida, continuadamente, de forma unilateral e sem diálogo, aos demais Servidores do Estado, o Governo desconsiderou e desautorizou os corpos profissionais que constituem os pilares da Autoridade, da Soberania e da Educaçõa, e, com eles, o próprio Estado.

5. Mas se o tratamento dos militares no que respeita à degradação das condições assistenciais foi percursor, ao contrário, no que se refere a compensações, o Governo, entre muitas outras questões, afastou ainda mais o seu estatuto remuneratório do das profissões de referência, não assegurando neste capítulo a prometida e exigida equidade, promovendo antes maior injustiça e rebaixando a dignidade da sua função e o seu reconhecimento na sociedade que se honram de servir.

6. Com efeito, depois de anos de estudos e de diversos Grupos de Trabalho, com promessas, sucessivamente adiadas, de uma reorganização condigna das carreiras e de um novo Estatuto dos Miliares das Forças Armadas (EMFAR), sendo que este devia aliás preceder a redução de efectivos, já decidida, e a revisão do Sistema Retributivo, o Governo aprovou um novo Regime Remuneratório para os militares, tecnicamente mal concebido, incompleto e, como se tornou público, a reboque do processo reivindicativo da Administração Interna.

7. Tal como foi sua prática social ao longo da legislatura, veio agora o Governo junto dos militares, com esta proposta de regime remuneratório, ferir a coesão e agravar, internamente, desigualdades e injustiças, não assegurando, por outro lado, a equidade com as correspondentes categorias dos demais servidores do Estado, subalternizando ainda mais o seu estatuto retributivo e degradando a condição militar a níveis inauditos.

8. Para além de retirar direitos adquiridos e não conceder contrapartidas compensatórias, o Governo fez ainda aprovar um Regulamento de Disciplina Militar (RDM), que agrava a sujeição dos militares e se centrou em medidas claramente destinadas a a perseguir o "delito de opinião", acentuando o dever de obediência a todo o custo, suprimindo paralelamente deveres éticos dos Chefes Militares, e fazendo regrediro quadro de penas a um nível porvezes superior ao tempo da ditadura.

9. Os militares rejeitam consensualmente o RDM e o Regime Retributivo recentemente aprovados no meio do sil~encio de quase toda a oposição, nomeadamente aquela que podia fazer frente a estas medidas, opondo-se a elas, e, por isso, requerem a revogação destes diplomas e a sua revisão imediata.

10. No entanto, tudo isto era previsível, atendendo aofacto do MDN, perdendo a iniciativa, se ter deixado ficar refém do diálogo Institucional com as Chefias Militares, numa relação ambígua de condicionantes, em nome de ump pretenso interesse de Estado, nem sempre bem entendida por quem a analisa, recusando a participação e audição efectiva a que os representantes associativos, livremente escolhidos pelos militares, têm direito por Lei e perdendo, com essa recusa, importantíssimos elementos para a formação da decisão.

11. As Associações Profissionais Militares rejeitam, igualmente, a forma como tem sido exercida a autoridade política sobre os militares, inviabilizando a sua participação efectiva nos processos de decisão sobre as matérias de natureza socioprofissional e desprezando as suas legítimas e consensuais posições.

12. Porque a Democaracia não se pode resumir ao acto eleitoral e tem de ser promovida e praticada no dia a dia dos cidadãos, as APM apelam, por isso, aos militares, e aos cidadãos em geral para que se empenhem civicamente e não permitam que o poder continue a ser exercido da forma como tem acontecido, unilateralmente, sem diálogo e desprezando os seus legítimos direitos ou os dos seus representantes, profissionais ou outros, porque a legitimidade que possuem, embora diversa, resulata da mesma fonte, onde reside efectivamente o poder e a obrigação pelo seu respeito: nos cidadãos e nos seus direitos.

13. E desafiam, por isso, aqueles que se propõeconquistar o poder político e, com ele, assumir a autoridade coerciva suprema do Estado, a que debatam, com os cidadãos, todos os dias, ao longo da legislatura e democraticamente, todas as matérias que estejam em causa, particularmente as de Defesa Nacional, o que não deve constituir qualquer "tabu", mas antes ser entendido como uma partilha de conhecimentos.

14. Conscientes, certamente, da fidelidade dos militares à Constituição e às Alianças Políticas e Militares, que o nosso País integra, se o fizerem, como é devido, honrando os Ex-Combatentes, os Reformados Militares e os Deficientes das Forças Armadas, encontrarão inevitavelmente, melhores emais adequadas soluções para a organização e oemprego das Forças Armadas, o reequipamento dos soldados de Portugal, e a valorização da Condição Militar.

15. Só assim poderão adquirir alguma legitimidade moral para as políticasque defendem e se propõem executar para o sector.

16. Pelas Forças Armadas e por Portugal.

As Associações Profissionais de Militares: Associação Nacional de Sargentos (ANS); Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e Associação de Praças da Armada (APA).

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...


Sempre achei este álbum... intimista, honesto e sincero (perdoem-me os entendidos).
Lá dentro tem duas fabulosas pérolas: "Só para matar o tempo" e "Mine de rien...un lettre".
Ouçam-nas e fechem os olhos...

40 ou duas décadas de...

"78/82", edição dos Xutos & Pontapés
Sem palavras, mas com um pormenor picuínhas: os temas "Sémen" e "Toca & Foge" não fazem parte do alinhamento original do vinil de 1982, que também não tenho porque na altura os escudos não davam para estas andanças. O que valia era o "Som da Frente" do António Sérgio...
Adoro também a capa porque está lá tudo: a revolta, o fogo de uma juventude ainda por descobrir...
É o álbum que mais inveja faz ás visitas que gostam destes tipos...o outro é este:
"CERCO" editado pela MOVIEPLAY, 1985

Aqui já a porca torcia o rabo... porque foi o disco da revolta lá de casa -" a revolta da formiga sem catarro" - como lhe chamava a avó Ressurreição que sempre adorou o "Avé-Maria" e me deu uns trocos para o comprar... essa é que é essa!!!

Tem o "Homem do Leme" e está tudo dito, porque é apenas o hino muito pessoal...

40 ou duas décadas de...

"A UM DEUS DESCONHECIDO" 1984, EMI
Mítico, místico, poético, intemporal, obrigatório, irrepetível e inesquecível porque único.
O resto é história, e que história...
Contêm a música que hei-de ouvir antes de fechar os olhos... e outras que me abrem - sempre que preciso é certinho... - literalmente, a alma.
Obrigatório em todos os momentos de angústia, felicidade, vivência pura em que um pouco do que ainda é a nossa Portugalidade também se encontra aqui...

A capa faz-me lembrar Sortelha e a elevação fronteira ao seu castelo do lado norte, junto a um crucifixo... talvez por representar uma viragem na minha vida, da qual a Sétima é a banda sonora...

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Rupofobia - A Tragicomédia do dia a dia

O titulo é originalissimo e dá desde logo a ideia do que vamos encontrar.

Uma história, um happening sui generis, baseado numa história popular, e que é o leit motiv para que o cineasta Telmo Martins explore um universo claustrofóbico, onde uma personagem central vive um pequeno drama.
Drama para o personagem, comédia para o público. Um pouco como nos habituou o cinema mudo norte-americano (e aqui as semelhanças são assombrosas com o cinema de Keaton essencialmente), e que neste caso funciona na perfeição na curta duração de 15 minutos.

Tempo que chega e sobra para esta comédia grega em três actos, cada qual desenhado de forma brilhante na introdução à história (e ao personagem, já que ambos se confudem) e o seu desenvolvimento e conclusão.
O drama vai dando lugar á comédia, o sorriso à gargalhada, tudo isso sempre sobre o espectro, quase mímico, do actor Álvaro Faria.

Se eram precisas mais provas (para aqueles que têm acompanhado a sua evolução) de que Telmo Martins é um cineasta feito, Rupofobia está aqui para tirar as duvidas.
Comédia non-sense em tom sóbrio, com uma banda sonora e fotografia exemplares, Rupofobia é um universo do dia a dia, e por isso, muito simples.
E é nessa simplicidade que acenta uma das grandes virtudes do filme, e do seu autor.
Como a personagem de Álvaro Faria pensa (e melhor o faz), para quê complicar o que, com uma gargalhada, pode ser bem mais simples?

O Melhor - O desempenho memorável de Álvaro Faria, uma pérola escondida do cinema nacional.
O Pior - Percebe-se que com um pouco mais de meios, o filme poderia ser ainda melhor
.

Site Oficial - www.rupofobia.web.pt
Realização - Telmo Martins
Elenco - Álvaro Faria, Luís Dias, João Morgado, Ana Gonçalves
Produtora - Universidade da Beira Interior - Cybercentro da Covilhã
Duração - 15 m

in http://hollywood.weblog.com.pt/

1969 / 2009 AEROSPATIALE SA330 S1 PUMA - 40 ANOS "PARA QUE OUTROS VIVAM"

Por uma qualquer razão que agora me ultrapassa este post comemora o dia 9 de Setembro de 2009 e é colocado às 09:09...

terça-feira, 8 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...

“IT’LL END IN TEARS” CD, 1984 4AD

Ao recordarmos a década de 80 sempre virá este disco, como uma das referências musicais desse período.

Quando Ivo Watts/Russell, juntamente com os músicos da várias bandas da editora 4ad, como Cocteau Twins, Dead Can dande, Cindytalk, Colourbox ou Wolfgang Press, decidiu gravar vários clássicos de artistas que haviam marcado musicalmente os elementos da editora, estava longe de imaginar a popularidade que o colectivo atingiria.


Tim Buckley, Roy Harper ou Alex Chilton, vocalista dos Big Star, foram os nomes de referência do primeiro album “It’ll End In Tears”.


“Song To The Siren” interpretada por Elizabeth Fraser, bem diferente do original de Tim Buckley, é, sem qualquer dúvida, uma das canções da década (cá pelo burgo também interpretada por .

Referência especial para a interpretação de Howard Devoto, ex-líder dos Magazine, de “Holocaust” de Alex Chilton.


Um dos melhores discos que possuo e que acompanha, sempre, em todos os momentos da minha existência aqui pelo Olimpo e por aí...

Websites: http://www.discogs.com/release/

segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

QUEM FORAM OS 3 HOMENS QUE ANDARAM SOBRE A ÁGUA ???

-O primeiro foi Cristo;
-O segundo foi S.Pedro;
-O terceiro, o "home" da Terceira: o Zé Souza!!!


Gente tola e toiros é na Terceira!!!

os inenarráveis momentos da descoberta do abandono I

Não escreverei (nunca o farei acerca da proveniência destes momentos gravados) onde encontrei estes livros poirentos, amarelecidos pela conjungação perfeita do trabalho da humidade, do sol, do próprio abandono...
Permiti-me abrir algum deles, com cuidado, para que também as palavras por lá continuem, a contar uma qualquer história por entre aquelas frágeis prateleiras.

Os livros contam sempre uma história, nem que seja a do próprio silêncio, na certeza que um dia serão tocados e devolvidos à sua calma, permanecendo quase imutáveis...

domingo, 6 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...

“TREASURE” CD, 1984 editado pela 4AD

Elizabeth Fraser, a par de Lisa Gerrard dos Dead Can Dance e Tracey Thorne dos Everything But The Girl, foi uma das grandes vozes femininas da década de 80, sem dúvida alguma (na minha suspeita opinião...claro!).

Juntamente com Robin Guthrie e Simon Raymonde formou uma das mais lendárias (e uma das mais compagnons de route aqui do Olimpo...) bandas da história da música: os Cocteau Twins.

“Treasure” não sendo o meu álbum (nem de longe) preferido da banda, foi, no entanto, aquele que mais elogios obteve dos jornalistas e do público em geral, colocando-o no final do ano como o melhor.


Todos conhecerão, melhor ou pior, a música de Cocteau Twins. Sem palavras.


Websites: O site da banda contem muitos mp3 de canções não editadas e versões alternativas, bem como vídeos em “quicktime”, aqui: http://www.cocteautwins.com/

sábado, 5 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...

“SECRETS OF THE BEEHIVE”” CD, 1987 Virgin Records

Este foi, e ainda é, considerado um disco perfeito, e em 1987 foi, por muitos, considerado o disco do ano.
Depois de terminar a banda de que era vocalista, os Japan, David iniciou uma brilhante carreira a solo, que atingiu o apogeu com “Secrets...”.
Neste disco as canções são espectaculares (no mínino), os arranjos fabulosos e o piano do japonês Ryuichi Sakamoto é irrepreensível.
Contem “Forbidden Colours” em versão ligeiramente diferente do original filme “Merry Christmas Mr. Lawrence”.
Quem já ouviu “Orpheus” sabe o refrão:
“Tell me, I’ve still a lot to learn
Understand, these fires never stop
Believe me, when this joke is tired of laughing
I will hear the promise of my Orpheus sing”
(também podem verificar isso na contracapa, claro!)

40 ou duas décadas de...

“SEXTET”, CD, 1982, Factory Records
Formados no final da década de 70 e início da década de 80, com influências de Kraftwerk, Wire e Parliament, A Certain Ratio editaram em 1982 este “Sextet”.
Imaginem a “funk music” misturada com a cinzenta Manchester de então.

Bateria, baixo, guitarra, trompete e voz estilo Ian Curtis/Joy Division. Nesse mesmo ano tocaram no Festival de Vilar de Mouros. Os músicos eram de superior qualidade e conforme abandonavam a banda novos projectos surgiam: Simon Topping formou os Quando Quango e colaborou com os M People e Andy Connell formou os Swing Out Sister.

Websites:http://www.acrmcr.com/ e http://home.wxs.nl/~frankbri/acrchron.html

sexta-feira, 4 de Setembro de 2009


40 ou duas décadas de...

“SONIC FLOWER GROOVE”, CD, 1987, WEA.


O primeiro album dos Primal Scream é o único em que participa um dos fundadores, Jim Beattie, o qual, face ao pouco sucesso do disco e ao medo de andar de avião, abandonou a banda e formou com Judith Boyle os Spirea X e, mais tarde, os Adventures In Stereo.


Bobby Gillespie, no entanto, era o génio por trás da banda.

Após tocar guitarra baixo com os The Wake e bateria com os The Jesus & Mary Chain (no álbum "Psycho Candy"), Bobby iniciou um processo de constante metamorfose da música (para a qual muito contribuiu o teclista Martin Duffy, que tocava com os Felt) que teve o seu apogeu com o melhor album do ano de 1991, “Screamadelica”, que misturava o som original da banda com a influência dos Dj’s britânicos da época.


“Sonic Flower Groove”, no entanto, é um disco à medida dos The Byrds: “jangle guitars”, voz melodiosa, típica de Gillespie, música pop claramente com influência dos sons 60's.Poder-se-ia dizer da capa do disco que é uma actualização de “Younger Than Yesterday” dos The Byrds.




Harvey Williams dos Another Sunny Day colocou um mp3 com 4 canções dos Primal Scream, aqui: http://small-circle.livejournal.com/

40 ou duas décadas de...

“HEAVEN UP HERE”, CD, 1981, da Sire Records
Ninguém ficou indiferente às gabardinas e aos sobretudos de Ian McCulloch e companhia, na capa do segundo álbum da banda. Corria o ano de 1981 e os Echo And The Bunnymen eram, para muitos, uma das melhores bandas do momento.
Tinham o estilo, a figura e, sobretudo, a música: guitarras em turbilhão e a voz de um adolescente lunático. Uma capa simplesmente inesquecível. Para sempre

O livro... acerca do "primeiro-ministro enquanto tal e cidadão" José Sócrates

Sem qualquer comentário porque a transcrição total e original do post em http://doportugalprofundo.blogspot.com/ explica tudo:

"Com factos novos e documentos inéditos descobertos, publico em livro "O Dossiê Sócrates".
Este livro contém o revisto trabalho de investigação publicado no blogue Do Portugal Profundo sobre o percurso académico do primeiro-ministro José Sócrates - e ainda uma introdução sobre o contexto da investigação e um epílogo onde são revelados factos e documentos novos (não publicados no blogue), entretanto destapados.
São ao todo 405 páginas, das quais 251 correspondem aos posts revistos publicados no blogue e o resto a material novo.

Trata-se de um trabalho que comecei após o período de nojo do inquérito judicial aberto por queixa do "primeiro-ministro enquanto tal e cidadão" José Sócrates, que terminou em Janeiro de 2008, como se sabe, com o arquivamento da queixa e a não apresentação, pelo queixoso, de acusação particular contra mim. Reuni os posts que publiquei sobre o caso e, pacientemente, fui explorando novos caminhos de pesquisa para descobrir e esclarecer novos factos, que me pareceram ser importantes do conhecimento público, sobre o percurso académico (que constitui vida pública) do primeiro-ministro de Portugal.

Por ser importante, revelo abaixo a saga da publicação de mais um livro proibido e a necessidade de recurso à publicação nos EUA (na Lulu.com) para vencer os bloqueios da publicação em Portugal.Comunicado ao grupo editorial Leya o meu propósito de edição do livro, recebi no próprio dia a manifestação do interesse na publicação.
Apresentei o conjunto de posts que compôem a II Parte do livro e o interesse da editora manteve-se - e cresceu quando depois entreguei a I Parte (a Introdução) na qual contava o contexto da pesquisa e as vicissitudes do afrontamento do poder quase-ditatorial do Governo. Paralelamente, trabalhei ao longo de meses no desenvolvimento do livro, e investigando os novos factos.
Até que, em 27 de Fevereiro de 2009, entreguei à Leya uma versão preliminar da III Parte (a Conclusão) do livro, com a descrição de alguns factos novos e a interpretação de documentos inéditos.
A insistência constante da editora para que eu terminasse o livro foi substituída por um silêncio absoluto: nem mais um pio.
Nunca mais se atendeu o telefone, nem se respondeu aos mails, nem às mensagens.
Nem, estranhamente, sequer se correspondeu ao pedido legítimo e formal de devolução do material entregue.
Nada.
Contactei outras editoras, mas também não tive êxito na edição do livro.
Uma delas - aparentemente insuspeita... - nem sequer respondeu ao mail que lhe enviei. E outra também recusou.
Finalmente, já no final de Julho de 2009, uma editora mostrou-se interessada, oferecendo-me a possibilidade de colocar o livro para download pago e eu fazer o co-financiamento da edição impressa (co-financiamento que se destinava a prevenir o risco do bloqueio da distribuição e venda em prazo útil).
Alguém, do meio, explicou-me depois a dificuldade e receio de, no Portugal socratino, uma distribuidora fornecer, e as cadeias de livrarias e superfícies comerciais exporem e porem à venda, um livro intitulado... "O Dossiê Sócrates"...
Frustrada a tentativa de edição tradicional em tempo útil, sem meios para o co-financiamento da edição impressa, sem interesse numa versão digital paga, e sem a difusão natural e distribuição corrente nos pontos de venda, decidi contornar o obstáculo da edição, distribuição, exposição e venda, com a publicação integral gratuita do livro em linha e a possibilidade de compra para os leitores que queiram ler e ter o livro impresso.
O valor de compra do livro impresso cobre apenas o custo da edição, e com os portes, não é superior ao preço de edições similiares no mercado. Escolhi propositadamente um tamanho de papel mais longo, o qual permite um custo baixo (14,95 euros + 6,08 euros de portes = 21,03 euros). Podia cobrar também pela edição digital; porém como o meu objectivo não é económico, mas político, o livro fica disponível para o download gratuito dos leitores.
As duas modalidades estão disponíveis na Lulu.com. Creio que a alternativa que escolhi responde à máxima difusão possível e conveniência dos leitores.

Recomendo aos leitores, pelos motivos conhecidos, a precaução de obterem rapidamente o livro (na versão digital gratuita ou na versão impressa paga). Antes que seja tarde...

O livro, como explico na Introdução, é o produto do trabalho desinteresseiro de muitos cidadãos que colaboraram na investigação e apoiaram o esforço e ousadia.
Estou obrigado a todos os que ajudaram nesta missão e contribuiram para este projecto. Portugal vale bem os nossos riscos.
Deus vos abençoe."

António Balbino Caldeira in http://doportugalprofundo.blogspot.com/

* Se não gravar o ficheiro após o download, a sua abertura pode ser mais difícil. Por isso, primeiro grave o ficheiro no seu computador e só depois abra o ficheiro para o ler. Por condcionamento da Lulu.com, a versão digital deste livro é igual à versão em papel.

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...

“Forever Breathes The Lonely Word” CD, editado pela Creation Records, 1986

Quando se fala em bandas de culto, de imediato vem à memória os "Felt", uma banda, cujo vocalista e compositor, Lawrence Hayward, era ele próprio um mistério face à recusa em conceder fotos ou entrevistas às publicações britânicas da década de 80, por isso esta capa é...especial.
O propósito da banda consistiu em, durante a década de 80, editar 10 singles e 10 albuns.
O objectivo foi cumprido.
Todos os 10 singles e 10 albuns estão num patamar de genialidade muito elevado.
Lawrence não estava muito preocupado em vender, pelo que se dava ao luxo de editar um disco todo instrumental, ou compor temas apenas com piano e xilofone.
“Forever... ...” é, para muitos, o melhor album dos Felt.

Site com mp3 do português Rui K.: http://felt.planetaclix.pt/default.htm

40 ou duas décadas de...

THE SMITHS”, CD 1984, da editora Rough Trade


Em 1984 este disco caiu como uma bomba nos meios musicais britânicos.Com o pugilista Joe Dallessandro na capa, em foto tirada por Andy Warhol, os "The Smiths" ocuparam as primeiras páginas de todas as publicações musicais britânicas.

A dupla Morrissey/Marr dava início a quatro anos de profunda criatividade na música pop.Em 1983 já haviam sido eleitos, pelos leitores do semanário inglês New Musical Express, “a melhor nova banda”.
Tudo era planeado cuidadosamente pela banda, desde as capas dos albuns até aos vídeos de promoção das canções.
Todos conhecem os "The Smiths" ou assim deveria ser... porque a música deles já tocou em qualquer bar do mundo, garanto-vos.

O inevitável website aqui The Smiths. Para fazer o download de mp3 de um concerto dos The Smiths visitem o blog “Ear Farm”, aqui toca a clicar que é indispensável!

Intemporal

Se houve alguém em Portugal que soube analisar a realidade política e social, esse alguém foi sem dúvida alguma Eça de Queirós.


Provavelmente a companhia aérea mais cara do mundo...

Em era de aldeia informativa global, as desproporcionadas comparações planetárias tornaram-se fidedignas.

Tomemos o exemplo insular da SATA Internacional, elencada em “número um” num determinado ranking mundial ­— o do custo das tarifas aéreas. A propósito da expansão das low cost em Portugal, um relatório recente do Center for Asia Pacific Aviation identifica a companhia aérea açoriana pelos preços exorbitantes das passagens, tendo em conta as especificidades do mercado em que opera.
Vantagens do cartel legalizado que vigora nas rotas entre continente e ilhas lusas, que só a liberalização imposta pela Comissão Europeia poderá quebrar.

"Highest fares in the world
SATA has managed to retain this capacity level despite recent allegations that fares for journeys by air to the Azores are not only the highest in Europe, but in the world.

However, such is the low level of demand, coupled with the need for a reasonable level of frequency, that LCCs would find it an impossible market to work in – there is not the volume and a once daily flight would be inadequate.

Turbo-prop operations (as are carried out in Cape Verde between the islands there by TACV with ATR equipment) are usually best suited to these island regions.

The population of the Azores is around 240,000, spread over nine islands, the furthest away of which are actually on the North American plate rather than the European one. The average distance from Lisbon is 930 miles."

(in http://www.centreforaviation.com/news/2009/08/24/low-cost-carrier-revolution-transforms-portugal/)

1º Encontro Nacional de Dezedores* de Poesia

Decorre nos dias 5 e 6 de Setembro no Auditório do Ramo Grande, na Praia da Vitória, o I Encontro Nacional de Dezedores de Poesia, numa realização conjunta entre do Município e a Companhia Independente D’Artes (CIA).
Gonçalo Oliveira, em nome da CIA, define o projecto como sendo uma forma de poder “dar presença e voz aos actores amadores que também dedicam parte do seu tempo a divulgar a poesia portuguesa”.

A primeira edição, conta com a presença de figuras do teatro e da poesia como Maria Barroso, São José Lapa, Maria do Céu Guerra, Luís Lucas, José Fanha, Pedro Lamares e José Rui Martins.
Serão debatidos dois temas centrais: “Interpretar Poema Será Trair o Poeta?” e “Interpretar o Poema Será estimular o ouvinte/leitor à Preguiça?”, portanto duas interpelações que permitirão aos presentes debateram a poesia portuguesa nas suas mais variadas perspectivas.

Na sessão de encerramento cada uma das personalidades convidadas irá recitar poemas do poeta terceirense, Vitorino Nemésio.

Do programa do evento faz parte, também, uma exposição originária do Museu Nacional do Teatro, intitulada “O Rapaz Chamado Mário Viegas”, com fotos da vida e obra do actor, que estará patente ao público na galeria do Auditório do Ramo Grande até 13 de Setembro.

* Segundo Mário Viegas consiste na forma correcta de identificar todos aqueles que declamam e interpretam poesia.

quarta-feira, 2 de Setembro de 2009

40 ou duas décadas de...

“THE HOUSE OF LOVE”, CD 1988, Creation Records.

Um grande disco de uma banda quase desconhecida, que passou por várias vicissitudes, a principal das quais foi a saída do guitarrista Terry Bickers, após a edição deste disco, para formar os Levitation.

Apesar de continuarem a fazer bons discos, nunca os The House Of Love foram tão bons.Para ser um album perfeito só faltou incluírem o single “Destroy The Heart”.

O obrigatório website http://www.thehouseoflove.co.uk/ e o blog com 3 mp3 de canções que eu desconhecia, mas fantásticas é o “Eat This Grenade!”,aqui.

O blog Pet Songs tem o mp3 de Christine aqui.

Afinal a homenagem certa...

Um livro de citações de António de Oliveira Salazar, com prefácio de José Pacheco Pereira (este senhor é assim meio quartilho acima dos demais "opinion makers" mas falta-lhe um pouco de humor para consigo próprio, qualquer coisa entre o não se levar tanto a sério e um pastel de belém sem canela...) só poderia mesmo ter capa preta.

Porque pretas eram as suas botas de elástico...

Como preto era a cor com que manteve este país durante décadas...

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Em primeira "demão"....

A futura pintura comemorativa dos 40 anos / 70.000 horas de operação do hélicóptero FAP SA330 S1 PUMA N/C 19504...

40 ou duas décadas de...

“Within The Realm Of A Dying Sun” CD, 1987 editado pela 4AD
Este é um dos discos mais tristes e sombrios de sempre. A capa do mesmo é já indicativa do que se pode ouvir.
Para aqueles que nunca ouviram Dead Can Dance, poderão, desde já, ficar informados de que estamos perante uma das bandas de culto da história da música.
Formados pela dupla Brendan Perry e Lisa Gerrard (cuja voz a maioria conhecerá do filme “Gladiator”) e acompanhados por uma legião de músicos e instrumentos de toda a espécie, os Dead Can Dance varreram a década de 80, no capítulo da beleza e arranjos das canções.


Este é, para muitos, considerado o album mais negro da banda, gravado pouco depois do falecimento de um amigo.Poderia ser a mais perfeita homenagem... ...ou despedida.
Para quem quer, eis o Website.


O blog "Let's Kiss And Make Up" tem um mp3 aqui.

À antiga portuguesa!!!

8-1...
Uma prenda a inícios de Setembro?
Quero mais, então!!!
Duas notas de rodapé:
a) 40.000 a assistirem a um jogo transmitido em canal aberto e num dia de início de semana, demonstra muita coisa...
b) É sempre uma mistura de sentimentos quando damos uma cabazada a um clube que equipa de verde e branco e que tem um plantel fraquito.
Mas enfim, é apenas a ordem natural das coisas.